QUANDO "PRESERVAR NÃO É TOMBAR [E] RENOVAR NÃO É PÔR TUDO ABAIXO": UM ESTUDO SOBRE BOAS PRÁTICAS PROJETUAIS PARA A RECUPERAÇÃO DO CORREDOR CULTURAL/RJ
Consolidado no sítio onde se originou a cidade do Rio de Janeiro (1565), em que o Brasil viu pulsar sua segunda capital (1763 - 1960), o Corredor Cultural foi implementado com vistas à proteger o importante acervo arquitetônico “[constituído pelo] maior agrupamento de edificações contextuais da Primeira República (1889 - 1930)” (ICOMOS Brasil, 2025). Assim o são pois “constitu[em] parte significativa da leitura que claramente o conjunto oferece sobre a história e a sociedade locais” (Alcântara, 1980, p. 2). No entanto, apesar do engajamento pela sua salvaguarda, na década de 1980, a atual conjuntura do sítio acende um alerta frente à avançada deterioração e aos casos de desmoronamento do patrimônio edificado, que colocam em risco a integridade física de transeuntes e a transmissão da memória às futuras gerações. Analisado sob ótica lógica-argumentativa, o manual ‘Corredor Cultural: Como recuperar, reformar ou construir seu imóvel’, de cunho orientativo, apresenta os quatro pilares que fundamentam a legislação, dentre eles a “Definição das Subzonas sujeitas à Preservação Ambiental, Reconstituição e Renovação Urbana” (RIOARTE/IPLANRIO, 1995, p. 26 - Grifo nosso), categorias adotadas como princípios norteadores de intervenções - modificadas, posteriormente, pela Lei n° 1.139/1987. Na prática, entretanto, é evidente como brechas interpretativas e parâmetros defasados possibilitam operações em desacordo com as premissas da teoria do restauro e da preservação de bens culturais, fator que gera ruído na leitura deste sítio preservado.
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Como citar?
MORGADO, Daniela Quireza Campos; COSTA, Daniella Martins. QUANDO "PRESERVAR NÃO É TOMBAR [E] RENOVAR NÃO É PÔR TUDO ABAIXO": UM ESTUDO SOBRE BOAS PRÁTICAS PROJETUAIS PARA A RECUPERAÇÃO DO CORREDOR CULTURAL/RJ.. In: Anais do 5° Seminário de Arquitetura Vernácula/Popular: Matrizes, Apropriações e Regionalismos. Anais...Sao Paulo(SP) FAU-USP, 2026. Disponível em:https://www.cidadememoria.com/artigos/preservar-nao-e-tombar
Acesso em:
O 5º Seminário de Arquitetura Vernácula/Popular reuniu pesquisadores para discutir as manifestações da arquitetura tradicional e popular, abordando temas como memória, patrimônio cultural, saberes construtivos e identidades regionais, valorizando a diversidade de práticas e suas relações com a contemporaneidade.